Um plano de negócios afogado em números (parte 2 – investimentos)

InvestimentoEstes posts não pretendem apresentar uma profunda descrição da parte financeira de um plano de negócios, mas sim, servir como um guia para os principais temas.

No estudo de viabilidade os investimentos devem ser calculados em três partes, são elas:

(1) Investimentos em infra-estrutura e na montagem da empresa

Aqui são computados desde o custo para o registro do CNPJ, até a compra de mesas e cadeiras, obras no espaço físico, custos jurídicos, entre muitos outros.

(2)  Custos do período pré-operacional

O período pré-operacional é aquele que antecede ao lançamento da empresa no mercado, antes de “abrir as portas” para vender para o primeiro cliente.

Muitas vezes, uma empresa já deve funcionar a plenos-vapores no período pré-operacional para, por exemplo, desenvolver seus produtos. Neste período já há necessidade de um escritório montado e funcionários contratados e trabalhando. Portanto, há custos pré-operacionais de aluguel de espaço físico, pessoal, luz, telefone, etc.

Como são pré-operacionais, faz sentido computar esses custos como investimento.

(3) Diferença entre receitas totais e custos totais até o ponto de equilíbrio (break-even)

A empresa já está operando, já está vendendo, contudo, antes que as receitas ultrapassem os custos (o break-even), de onde sai o dinheiro para pagar essa conta? A soma de todas as despesas que não são cobertas pelas receitas até o break-even deve também ser computada como investimento.

Alexandre Ribenboim.