Um plano de negócios afogado em números (parte 1 – introdução)

afogado_numeros“quando você pode medir o assunto sobre o qual você está falando, e expressá-lo em números, você sabe algo sobre ele; mas quando você não pode medi-lo, quando você não pode expressá-lo em números, seu conhecimento é de um tipo limitado e insatisfatório.“, Lord Kelvin.

Este e os próximos posts não pretendem apresentar profundas descrições da parte financeira de um plano de negócios, mas sim, servir como um guia para os principais temas.

Elaborar a parte financeira de um plano de negócio é fazer um estudo de viabilidade do empreendimento ou projeto. Ao final deste estudo, se você usou uma ferramenta tipo Excel, você tem em mãos uma “calculadora” para o seu negócio, de tal forma que pode mexer nos diversos números imputados como despesas e receitas, e verificar o que acontece com o resultado final, comparando diversos cenários.

Mais para frente, durante a operação, o estudo de viabilidade serve de orçamento para o negócio, ou seja, permite que a realidade seja acompanhada mensalmente, em comparação com a sua previsão, com o orçamento. Esta é a melhor forma de se estipular metas de receitas e gastos para o empreendimento.

O estudo de viabilidade deve conter os investimentos e uma distribuição, ao longo do tempo (também chamada de projeção), de despesas e receitas mensais, digamos, por 3 a 5 anos (36 a 60 meses), após o início da operação.

Os investimentos devem ser apresentados em três partes: (1) investimentos em infra-estrutura e na montagem da empresa, (2) custos do período pré-operacional e (3) custos da operação até se alcançar o ponto de equilíbrio (break-even).

As despesas são, em geral, dividas em: custos fixos e custos variáveis (este último, também chamado custo de mercadoria vendida ou custo direto).

Já as receitas devem ser apresentadas em volume de vendas, valor médio por venda e, calculando um vezes o outro, a receita total.

Receitas e despesas, como são projeções ao longo do tempo, terão uma curva de crescimento: como a receita cresce na medida em que seu produto se torna conhecido e desejado pelo seu mercado, como o custo variável cresce em função das vendas, como o custo fixo cresce em função do crescimento da empresa.

Há ainda que contabilizar os impostos sobre a receita as e despesas diretas sobre as receitas, tais como, custo de vendas com cartão de crédito.

E, por fim, deve-se incluir os impostos sobre o lucro (IRPJ), contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) e, quando for o caso, depreciação e amortização de dívidas.

Mais sobre o estudo de viabilidade nos próximos posts.

Alexandre Ribenboim.