Quanto mais complexidade, mais coordenação (parte 2)

remotoQuando o Xerox Parc for criado, Alan Key afirmou algo de muito político. Disse: “O modo mais fácil de predizer o futuro é inventá-lo”. Eu penso que nós possamos ir mais além. A pessoa não inventa o futuro. O futuro é um sistema de coevolução.“, John Seely Brown

O modelo hierárquico tradicional encontra sérias restrições como estrutura organizacional para as empresas de serviços do mundo atual, como descrito no primeiro post sobre este tema.

Nos últimos anos, com a forte pressão pela redução de custos e corte no número de funcionários da folha de pagamentos, e o aumento, sem precedentes, da tecnologia aplicada ao trabalho, as empresas estão terceirizando muitas tarefas com especialistas, sejam pequenas e médias empresas ou trabalhadores independentes.

Hoje, qualquer profissional munido de um computador e um acesso à internet pode montar, em sua casa, uma assessoria de imprensa ou produtora de conteúdo, um serviço de headhunting ou um pequeno callcenter, um escritório de contabilidade ou, até mesmo, de serviços jurídicos.

A terceirização de parte dos negócios implica em nova pressão sobre os gerentes que, agora, devem executar não somente a coordenação das pessoas que compõem a sua equipe local, como também as equipes “estendidas”, ou seja, remotas.

Novo aumento da complexidade.

Alexandre Ribenboim.