Planejar até acabar no papel

Pare de fazer listas do que fazer na vida, comece a criar listas do que já foi feito“, Sally Hogshead

(Observação: O texto a seguir não vale para start-ups que necessitam de investimentos opulentos.)

Quem lê regularmente este blog sabe que eu sou defensor do planejamento. Desde a declaração da estratégia até o plano de ação, do plano de negócios até o estudo de viabilidade financeira.

Mas, especialmente para um novo empreendimento (uma start-up), não acho que devemos gastar muito tempo na fase de planejamento.

Criar uma empresa deve ser um pouco resultado de um impulso. Se ficarmos planejando demais, levantando informações demais, acabaremos especialistas no assunto, mas não empreendedores.

Empreender é partir para ação, é fazer acontecer, é buscar o primeiro faturamento, é provar que existe mercado e que o modelo de negócios é viável.

Depois que ficar provado que há mercado para o seu empreendimento (algumas vendas comprovam), você pode se preocupar com a elaboração de um plano de negócios. Pois, a partir deste ponto, tudo fica mais fácil. Você consegue defender o seu conceito, avaliar melhor seus custos, a flexibilidade de preços e, principalmente, com um ou mais clientes para apresentar, os investidores te darão mais atenção.

No mais, a realidade molda nosso planejamento o tempo todo, ainda mais nesta fase em que o modelo ainda está prematuro. Portanto, avançar um pouco na execução pode até economizar tempo de estudos de alternativas inviáveis.

Claro que um pouco de planejamento para sua start-up é importante, mas quanto tempo é saudável dedicar para esta fase antes de partir para a ação? Eu diria que, em uma start-up de empresa pequena e média, este tempo não pode passar de uns 2 meses, do contrário arriscamos nunca partir para a implementação, ficando só no papel.

Alexandre Ribenboim.