O empreendedor e o ego

A Criação de Adão, Michelangelo Buonarroti por volta de 1511

A Criação de Adão, Michelangelo Buonarroti, por volta de 1511

Whether you prevail or fail, endure or die, depends more on what you do to yourself than on what the world does to you.”, Jim Collins.

Empresas pequenas, quando crescem, começam a esbarrar em dificuldades causadas pelos seus próprios líderes, normalmente os criadores da empresa, os empreendedores.

Como líder de sua empresa, o empreendedor funciona bem, ou mais ou menos bem, enquanto a estrutura é pequena, enquanto ainda dá para ele mesmo fazer o trabalho das pessoas que não tem vontade, ou competência, de liderar. Empreendedor é, em geral, um técnico, um especialista naquilo que a empresa vende, e não um líder. (Há muitas exceções, claro.)

Mas quando a empresa começa a crescer, o número de funcionários aumenta e a quantidade de tarefas já não cabe na agenda de um só, a liderança intuitiva ou mesmo desenvolvida em um ou em outro curso de MBA, não é suficiente. Mais experiência e tipos diferentes de aptidões passam a pesar. Por exemplo: o líder de uma empresa média já costura relacionamentos com bases puramente políticas, algo que muitos empreendedores têm dificuldade em fazer, pois política não combina com os egos dos criadores.

Daí, para continuar a crescer, a empresa precisa buscar um novo líder, se profissionalizar.

Se o objetivo de longo prazo é o crescimento, desde o momento em que está montando a sua empresa, o empreendedor deve se preparar para deixar de ser o líder, o presidente, entregar seu “filho” (a empresa), para ser tocada por outro.

Há exemplos interessantes dos dois casos: Bill Gates e Steve Jobs são criadores, empreendedores e líderes de suas empresas (Gates até bem pouco tempo). Já os rapazes da Google preferiram contratar profissionais e foram cuidar de outros assuntos mais interessantes para eles.

Alexandre Ribenboim.