Informalidade custa caro

wpid-informal-2010-07-22-16-001.pngThe whole problem with the world is that fools and fanatics are always so certain of themselves, but wiser people so full of doubts.”, Bertrand Russell.

Aviso: este post não foi escrito para aquelas pessoas que pautam sua vida profissional em negócios ilegais ou anti-éticos. Este post foi escrito para todos os demais, que querem montar empresas dentro da lei e da ética, mas são empurrados para a informalidade pelas altas taxas de impostos do Brasil, que inviabilizam muitos negócios pequenos e médios, e pelos encargos trabalhistas, que impedem a contratação formal de recursos mais preparados e, portanto, mais caros.

Não posso oferecer aqui uma solução para a informalidade. Há negócios no Brasil que, simplesmente desapareceriam se fossem feitos 100% dentro das leis tributárias e trabalhistas. Mas lidar com a informalidade também não é fácil e barato. A informalidade custa caro. Caro não somente do ponto de vista das multas e outras penalidades que a lei impõe se a informalidade for descoberta, mas também, no seu custo diário.

Veja o exemplo: se a sua empresa opera com caixa dois – o próprio nome da coisa já diz muito -, você tem que duplicar tudo: duas contas no banco, dois “internet banking”, dois talões de cheques, duas planilhas, dois processos. Perde-se tempo para decidir se uma conta será paga com o dinheiro do caixa da empresa ou do caixa dois, consolidar relatórios financeiros é um inferno e mais pessoas são necessárias para gerenciar essa confusão. Do ponto de vista intangível, aumenta seu risco com funcionários descontentes e concorrentes que podem entrar com uma denúncia anônima contra a sua empresa e, ainda, cria-se um belo telhado de vidro para chantagistas de toda a espécie.

Pense sempre nos custos tangíveis e intangíveis que a informalidade traz. Se sua empresa consegue espremer alguma margem trabalhando dentro da lei, talvez saia mais barato.

Alexandre Ribenboim.