Energia mais limpa, será?

Uma parte expressiva das despesas de uma empresa vem dos custos de energia.

As indústrias são consumidoras vorazes de energia e as grandes empresas, com seus exércitos de funcionários, também.

Nestes tempos de computação na nuvem, até algumas pequenas empresas têm consumido muito. A Twitter, por exemplo, tem apenas 140 funcionários, mas pense na quantidade de equipamentos que ela precisa manter ligados para sua rede social dar conta das 151 milhões de visitas e quase 24 milhões de usuários únicos por mês.

Muitas empresas têm buscado novas tecnologias para a produção de energia limpa, eficiente e barata. É o caso, da Bloom Energy, que será oficialmente lançada nesta 4af, nos EUA, e que recebeu destaque na mídia americana.

A solução da Bloom Energy é um pequeno gerador de energia (Bloom Boxes), do tamanho de um tijolo (veja foto acima), que funciona combinando oxigênio (ar) e combustível (gás natural, por exemplo), mas sem precisar de combustão. Daí ser um gerador de energia mais limpa do que os geradores atuais.

Dois desses Bloom Boxes podem fornecer energia para uma casa nos EUA. Um Bloom Box alimenta uma casa na Europa ou quatro casas na Índia.

Apesar dos céticos ainda não confiarem que tenhamos alcançado uma solução viável, do ponto de vista do custo de produção, viabilidade de implantação e efeitos colaterais de novas tecnologias para a geração de energia alternativa, há quem acredite na Bloom Energy. Entre os que acreditam, encontra-se um dos maiores fundos de capital de risco dos EUA, o Kleiner Perkins, que traz um histórico invejável de acertos no currículo.

Nos últimos meses, diversas empresas importantes estão testando a tecnologia Bloom Energy, tais como: Google, eBay, Staples e FedEx, entre outras 16 empresas. E já estão economizando na conta de luz.

Atualização em 25/02/2010: O evento de lançamento da empresa ocorreu ontem. Leia sobre neste artigo (em inglês).

Alexandre Ribenboim.